segunda-feira, 27 de julho de 2015

40 Estratégias Para Motivar Seus Alunos Em Sala De Aula


Olá colegas!

Esta postagem não contém conteúdo exclusivo como sempre e nem trata exclusivamente de tecnologia, mas é por um bom motivo.

Se trata de um trecho de uma publicação do Professor Português Saul Neves de Jesus*, onde ele nos dá uma lista de atitudes que pretendem facilitar o trabalho do professor em sala de aula, no que se refere à ter mais atenção e gerar mais engajamento dos seus alunos nas tarefas que forem propostas!

Além disso também incluímos algumas dicas nossas, que se mostram eficazes e eficientes na maioria dos casos!

Aproveite!


  1. Manifestar entusiasmo pelas atividades realizadas com os alunos, constituindo um modelo ou exemplo de motivação para eles;
  2. Clarificar, logo no início do ano letivo, o “porquê?” da sequência dos conteúdos programáticos da disciplina que leciona, levando os alunos a perceberem a coerência interna entre as matérias e  a adquirirem uma perspectiva global dessas aprendizagens;
  3. Explicitar o “para quê?” das matérias do programa da disciplina que leciona, em termos da sua ligação à realidade fora da escola e da sua relevância para o futuro dos alunos;
  4. Alargar a perspectiva temporal de futuro dos alunos, levando-os a valorizar certas metas para cujo alcance a escola constitui um meio ou instrumento, contribuindo para que eles não se limitem a uma atitude imediatista e consumista face às alternativas facultadas pela sociedade atual;
  5. Salientar as vantagens que poderão advir para a vida futura dos alunos se estudarem, comparativamente às desvantagens se não estudarem, embora atualmente haja uma grande incerteza quanto às possibilidades de concretização dos projetos pessoais;
  6. Procurar saber quais são os interesses dos alunos e o nome próprio de cada um deles;
  7. Utilizar recompensas exteriores ao gosto e à competência que a realização das próprias tarefas poderiam proporcionar, indo ao encontro dos interesses dos alunos, apenas no início do processo de ensino-aprendizagem e quando os alunos apresentam uma motivação muito baixa;
  8. Deixar os alunos participarem na escolha das matérias e tarefas escolares, sempre que possível;
  9. Criar situações em que os alunos tenham um papel ativo na construção do seu próprio saber (de acordo com o provérbio “se ouço esqueço, se vejo lembro, se faço aprendo”);
  10. Aproveitar as diferenças individuais na sala de aula, levando os alunos mais motivados, com mais conhecimentos ou que já compreenderam as explicações do professor a apresentarem os conteúdos aos outros alunos com mais dificuldades, contribuindo para uma maior compreensão e retenção da matéria por parte dos primeiros e para a modelação dos últimos;
  11. Incentivar diretamente a participação dos alunos menos participativos, através de “pequenas” responsabilidades que lhes possam permitir serem bem sucedidos;
  12. Fomentar o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, através de estratégias de trabalho autônomo e de trabalho de grupo;
  13. Utilizar metodologias de ensino diversificadas e que tornem a explicação das matérias mais clara, compreensível e interessante para os alunos;
  14. Estabelecer as relações entre as novas matérias e os conhecimentos anteriores;
  15. Partir de situações ou acontecimentos da atualidade ou da realidade circundante para ensinar as matérias aos alunos;
  16. Utilizar um ritmo de ensino adequado às capacidades e conhecimentos anteriores dos alunos, privilegiando a qualidade à quantidade de matérias expostas;
  17. Criar situações de aprendizagem significativas para os alunos, contribuindo para uma retenção das aprendizagens a médio/longo prazo;
  18. Evitar levar os alunos a estudar apenas na perspectiva do curto prazo porque vão ser avaliados sobre as matérias em causa;
  19. Diminuir a ansiedade em relação aos dos testes de avaliação, contribuindo para o potencializar das qualidades dos alunos e para um maior empenhamento destes noutras tarefas escolares
  20. Proporcionar vários momentos de avaliação formativa aos alunos, levando-os a sentirem satisfação por aquilo que já conseguiram aprender e motivação para aprenderem as matérias seguintes;
  21. Reconhecer o progresso escolar dos alunos, comparando os seus conhecimentos atuais com os seus conhecimentos anteriores, levando-os a perceber as melhorias ocorridas e a acreditar na possibilidade de ainda poderem melhorar mais os seus desempenhos se se esforçarem;
  22. Reconhecer e evidenciar tanto quanto possível o esforço e a capacidade dos alunos, não salientando, sobretudo os erros cometidos por estes;
  23. Ter confiança e otimismo nas capacidades dos alunos para a realização das tarefas escolares, explicitando-o verbalmente;
  24. Contribuir para que o aluno seja bem sucedido nas tarefas escolares, aumentando a sua autoconfiança, nível de excelência e “brio” na realização escolar;
  25. Promover a realização de tarefas de um nível de dificuldade intermédio aos alunos, pois as tarefas demasiado fáceis ou demasiado difíceis não fomentam o envolvimento do aluno, nem a percepção de competência pessoal na sua realização;
  26. Levar os alunos a atribuir os seus fracassos a causas instáveis (por exemplo, falta de esforço) e não a causas estáveis (por exemplo, falta de capacidade), de forma a que aumentem as expectativas de sucesso e o empenhamento em situações futuras;
  27. Clarificar crenças inadequadas sobre os resultados escolares que os alunos possuam e que possam estar a contribuir para um menor esforço ou empenhamento nas atividades de estudo (por exemplo, “o professor não gosta de mim e, logo, não vou conseguir obter boa nota”);
  28. Ajudar os alunos a aproveitarem o esforço dispendido nas tarefas de aprendizagem, através do desenvolvimento de competências de estudo, pois “mais vale estudar pouco e bem do que muito mas mal”.
  29. Utilize recursos digitais, é uma forma de se aproximar e dialogar mais claramente com os alunos, além de visitar ambientes que são naturais a eles.
  30. Incentive a competitividade saudável, a competição equilibrada e positiva em sala de aula não deve ser uma constante, mas seu emprego casual também é uma alternativa para a motivação dos alunos.
  31. Encoraje a reflexão, pois eles sempre estão com perguntas na ponta da língua, fazer com que eles mesmo alcancem as respostas através de uma reflexão e análise pessoal é um grande incentivo para continuarem e tentarem melhorar ainda mais.
  32. Analise os resultados e lhes dê uma devolutiva apontando os pontos melhorados e os pontos a melhorar. Faça constantemente para que eles percebam as mudanças acontecerem.
  33. Faça-os sonhar com um sucesso possível. Muitos dos jovens, principalmente com os jovens de classes sociais mais baixas tem pouca auto estima e não percebem o quanto podem alcançar em suas vidas. Mostre a eles que podem ir em busca dos seus objetivos se estudarem e se dedicarem.
  34. Torne a aula o mais prática possível. Os jovens dessa geração não precisam ficar abstraindo e imaginando muito no dia-a-dia. Muitas vezes ficamos reféns das imagens dos livros didáticos ou de folhas sulfite, ferramentas que são úteis, mas extremamente limitadoras hoje em dia!
  35. Esteja sempre disponível para todos de forma igual durante as atividades.
  36. Mostre a todo momento que você espera coisas boas de cada um deles.
  37. Nunca ridicularize, seja irônico ou sarcástico. A curto prazo vai gerar silêncio, a médio prazo será desrespeito.
  38. Faça com que ele entenda que é sujeito da própria vida, cheio de potenciais e capaz de transformá-la com suas escolhas e atitudes.
  39. Procure usar como exemplos, as experiências e hábitos pessoais dos próprios alunos.
  40. Mostre que você professor, é o melhor parceiro para que ele compreenda melhor o mundo que o cerca e que você também faz a diferença na vida dele!

Ótimas orientações que julgamos de extrema utilidade para serem compartilhadas!

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Grande abraço

*Professor Catedrático de Psicologia da Universidade do Algarve; Doutor em Psicologia da Educação; Diretor do Mestrado em Psicologia da Educação e do Mestrado em Psicologia da Saúde (E-mail: <snjesus@ualg.pt)

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